PRINCIPAIS TRADIÇÕES CULTURAIS


A cultura local recebe grande influência da cultura regional, merecendo devido destaque para as festas juninas, comemorações de dias santo, procissões, comemoração da semana santa, semana das dores festa de são João, são pedro, são josé, as festas de reis ou reizados como também eram chamados, que infelizmente hoje estão quase extintas, pelo menos em seu formato original.

                         SEMANA SANTA

as tradições de respeito a semana santa, tem mudado muito muito na comunidade. O respeito e devoção da semana santa, começava já no inicio da quaresma, segundo a tradição, se  alguém tivesse uma viola, quando começava a a quaresma, ela deveria tirar as cordas da viola, para evitar que fosse tirado algum som, guardava a viola dentro de um saco presa em um torno na parede, para que nem as moscas assentassem nas cordas e tirasse algum som, pois isso era um sinal de grande desrespeito. Na semana santa e principalmente na sexta-feira da paixão, não podia tomar banho, comer carne, as pessoas faziam jejum, não podiam nem a boca com água. A sexta-feira era o dia de devoção, de usar preto como forma de luto pelos parentes mortos, não podia bater em ninguém, por que diziam que  mão secava, era também o dia  de pedir a benção dos pais, avós e padrinhos. Mas, para o senhor Júlio “hoje nem filho conhece pai, nem pai conhece filho, hoje mas não todos, por que o mundo não se acaba pra todo mundo tem que ficar gente pra contar história.”. Após o período de jejum era a hora do almoço, as pessoas eram convidadas para comer nas casas uns dos outros como símbolo de comunhão, as famílias comiam juntas, chamavam as pessoas que não tinham muita comida, era uma desfeita muito grande rejeitar um convite desses. A comida que era preparada, geralmente era as esmolas arrecadadas na semana das dores “iam pedir esmolas para comer nos 3 dias da semana santa, pedia feijão, farinha, arroz, quem tinha brejo dava coco, mas só pedia aquele tanto de comer os 3 dias, na segunda e terça comprava o resto de comida que faltava, na quarta nem comprava nem vendia nem pagava” (Josete).
As pessoas iam para o monte cruzeiro, fazer suas orações e devoções , para o sr João Ribeiro:” eu alcancei assim, a gente tinha aquela serra ali no santo cruzeiro, saia 5 horas da manhã ia para o cruzeiro, você chegava e via a fila de gente subir o monte descer ali no cruzeiro, ficava as suas devoções outros arrodeavam a cruz de joelho, outros rezavam levavam fogos pra soltar, ou se não iam pra Monte Santo, muita gente ia pra monte santo.”
Visão da Serra do Santo cruzeiro, local onde as pessoas pagavam suas promessas e devoções durante a semana santa .

cruzeirinho (cemitério local).

E HOJE:
Para o sr. Celestino “a semana santa, eu alcancei ninguém tomava banho , som não tocava,  e hoje é som e tomando banho e fazendo tudo, labutando com bicho, que ninguém labutava, ta muito diferente hoje. As comidas era bom demais, eu tinha mais um irmão e uma irmã mais velhos, nós só comia arroz na semana santa, ai minha mãe dizia que na hora de botar arroz no fogo tinha que pular de junto do fogão, quem pular mais come mais, eu era mais pequeno pulava pouco os outros grandes pulavam mais comiam muito.”
Para Josete “eu ignoro muita coisa da época de hoje, por que antigamente não era assim, minha mãe, minha vó ensinava a gente na semana santa, não varia a casa, não enchia pote desde a quarta feira até sábado. Não sei se era certo ou errado aquela tradição dos devotos, mas eu adorava mais o passado do que o presente hoje.” O enfraquecimento dessas tradições é ruim para a comunidade, por que ninguém tem mais respeito, estão todos rebeldes não respeitam mais os mais velhos,  a começar de dentro de casa os filhos não respeitam mais as mães , os netos os avós, eu ignoro muita coisa por que ta tudo mudado.”
Após a sexta-feira da paixão ocorria a queima de Judas, para o sr Marlúcio. “ O judas era um boneco representando a figura de Judas,  para relembrar o judas que traiu Jesus, que era queimado no sábado de aleluia.”. Este também era um momento que reunia toda a comunidade.

No dia 19 de março , dia de São José cantavam  “Meu divino são José a que estou em vossos pés pedindo água com abundância a meu Jesus de Nazaré. Meu divino São José, pela cruz que trás na mão nem de fome nem de sede não mate seus filhos não”.(NEGA) – Esses cânticos e rezas eram feitos no dia de são José, quando as pessoas começavam a plantar milho para colher no período de são João.


                                São João e São Pedro

São João teve tristeza, mas também teve grande alegria de ver tão ricas capelas no seu festejar do dia. São João teve tristeza, também teve grade pesar por não saber do seu dia para vim o festejar .” (Alvelina).
Os festejos de São João, era um dos momentos do ano mais esperado na comunidade, as comemorações já começavam com o dia de Santo Antônio (13 de junho), eram 3 dias de rezas para Santo Antônio e mais 9 dias de reza e festejos em toda dançando forró. No dia de São João a comunidade inteira se mobilizava para os festejos, as grandes e imponentes fogueiras em frente as casas sempre acompanhadas de ramos de pereira. Durante a noite de São João as pessoas ofereciam grandes banquetes com bolos de milho, cangica, mungunzá, milho assado e cozido, licor, cachaça. Quando chegava a hora de queimar as fogueiras era um momento mágico, as pessoas eram convidadas para arrodear as fogueiras cantando e dizendo no outro, no outro, no outro Deus nos dê muitos anos  de vida  a nós todos, que para o ano nos teja tudo vivo, e Deus nos dê muito feijão e milho para nois comer no outro, no outro, no outro, viva São João.””(IRACEMA). Existe uma tradição durante a queima da fogueira, que não poderia faltar  uma bacia esmaltada branca com água, colocada bem próxima a fogueira, na qual as pessoas deveriam olhar para ver se conseguia ver o reflexo de seu rosto na água da bacia, caso isso não fosse possível era um sinal de que morreria em breve, e não estaria viva no próximo São João. As pessoas levavam isso muito a sério, hoje poucas pessoas ainda fazem esse ritual. Após arrodear a fogueira, eram realizados muitos batismos e casamentos, levados muito a sério.
São João 2015





 Os casamentos eram realizados com testemunhas, e os votos eram feitos benzendo as brasas da fogueira, pular a fogueira era um sinal confirmação dos votos. O batismo era realizado com a presença dos pais, os padrinhos se posicionavam de um lado da fogueira e o afilhado do outro, os dizeres para a legitimação do batismo era “São João dormiu, São Pedro acordou, a ...(diz o nome da pessoa) é minha afilhada que são João mandou.” Repetia durante 3 vezes e benziam a fogueira, na última vez declarava batizado, o afilhado pedia a benção dos padrinhos, e os pais cumprimentavam o compadre e a comadre. Infelizmente essa tradição tem sido esquecida cada vez mais.
Os festejos de São Pedro eram realizados no povoado vizinho, para onde grande parte das pessoa do povoado se deslocavam para as festas no salões, eram 3 dias de festas. Na noite de São Pedro é dia das mulheres e homens viúvos acenderem sua fogueiras..

Festa do padroeiro - o padroeiro da comunidade é o senhor do Bonfim, comemorado com novena , missa e procissão realizada em prol do santo homenageado.
O batismo de crianças que nascem mortas.
“ Quando nascia algum bebê morto, eu batizava os anjinhos, junto com seu avô, batizava e enterrava na porteira do curral, quem batizava os bebês que nasciam mortos era o Bidé e Guilhermina que sabiam dizer as palavras de batismo na fogueira” – o curral , era o local escolhido para batizar as crianças como símbolo do nascimento de Jesus, logo é considerado um lugar “sagrado”, onde os anjos devem ser enterrados.


                                     FESTA DE REIS

“oh de casa, oh de fora, oh de casa, oh de fora, Maria vai ver quem é, Maria vai ver quem é, Somos os cantador de reis, somos cantador de reis quem mandou foi são josé , quem mandou foi são josé”.

 ”Ai quando entrava na casa louvava, o dono da casa abria a porta, o povo entrava e ai louvava para o dono da casa abrir a casa o povo dizia “ senhora dona Maria ponha mão no seu chaveiro, ponha a mão no seu chaveiro”.
(IRACEMA)
Os preparativos para a festa de Reis era realizada na primeira semana de janeiro, os cantadores de reis saiam cantando nas ruas e entravam nas casas para sambar, formavam grandes rodas de samba e iam puxando uns aos outros, no término da música o dono da casa deveria dar alguns trocadinhos, para que os cantadores pudessem comprar materiais, como chapéus de palha, enfeites de papel, branco, vermelho, amarelo, tudo era o mais colorido possível.

(Júlio) – “Aqui tinha muita Cantiga de Reis – passavam cantando e tocando para arrecadar esmolas para fazer a festa de reis. “São bastião pede esmola, não é por merecer, é só pra saber os seus devotos quer ser”. “

 No dia 6 de janeiro era dia de Reis, (Selé) “os reis eram bonitos, no dia 6 de janeiro, a gente tava deitado, o povo chegava dessas caatingas ai, os reizeiros com umas concertinas tocando, o povo levantava e eles sambando para o povo dar dinheiro, era bonito demais, hoje acabou isso”.

                                                       DESPALHA DE MILHO.

“me lembro muito das despalhas de milho., lembro que no meu tempo oh que tempo maravilhoso, até hoje eu tenho saudade, só se esse tempo voltasse” (IRACEMA).
A despalha de milho era uma atividade coletiva, símbolo de trabalho e diversão, romances, intrigas, disputas de versos e de amores. Como ainda não havia o uso de tratores para despalhar o milho, essa atividade era realizada manualmente. Eram realizados mutirões, alguns andavam mais de 3 km até a roça da despalha, reuniam os grupos de aproximadamente 20 pessoas. Durante a noite, sentados  em círculo, descascando o milho, enquanto isso o rádio a pilha tocava forró.. O milho já despalhado era colocado em um girau e batiam o milho com cacetes, o milho debulhava e era então ensacado. Após a despalha, as pessoas formavam grandes rodas  para cantar, dançar forró e “tirar” versos, versos com intenções de todos os tipo, brigas em versos por amores roubados ou não correspondidos.
Alguns versos:
morena bela eu era eu sou, bela morena eu serei o seu amor, vou plantar uma rosa parecida com você, para matar a saudade no dia que nois se ver”. No jardim da minha casa um pé de rosa eu vou plantar, só não caso com você se papai disser não deixar, morena bela eu era eu sou, bela morena eu serei o seu amor”.
“Oh siriri , oh meu bem meu siriá tomaram o meu amor e me deixaram sem amar, eu agora arranjei outro quero você tomar”.
“Lá vem a lua saindo com a toalha no peito, tomara que eu me case para ter mais quem me deite, leva eu meu bem, ô leva eu pra lá, leva eu benzinho, leva eu pra passear.”
“De trás daquela casa tem um pé de pimenteira, tira a folha e lava o rosto descarada fuxiqueira.”.
“Leva eu meu bem, ô leva eu pra lá, leva eu benzinho, leva eu pra vadear.”
“De trás da minha casa tem um pé de carrapicho, tira a folha e lava o rosto descarada sem capricho”.
“Lá vem a lua saindo dentro da lata do café, fizeram meu casamento pro lado do masseté”.
“Meu benzinho não é daqui, ele é de Araci de carro ou a cavalo ele hoje chega aqui”.
Do tinhô “Ô de ô de ô lê lê, ô de ô lá lá,  eu pisei na folha seca vi fazer chuá, chuá .”
“Pisa, pisa no massapé, devagarzinho pro papai não ver ”.
“Menina de vestido branco diz o dia que vai casar, quero ir seu casamento se você me convidar. No dia do casamento não precisa convidar, tendo vida e esperança é pra tudo acompanhar.”
“Da tua casa pra minha, passa um riacho no meio, tú de lá da um suspiro e eu de cá  suspiro e meio. Se fosse fogo queimava cara de palha quem tem, se eu fosse a morte matava quem namora com meu bem”.
(JÚLIO) o povo quebrava o milho, o carro de boi trazia, fazia aquelas rumas de milho, e convidava o povo pra ir descascar o milho  noite, formavam rodas  davam cachaça, quando acabavam de descascar iam brincar de roda para tirar os versos. Verso da Lolô (minha vó paterna) “e, eu só entro nessa roda, se zequinha entrar no meio, tú de lá escala o pé e eu de cá escalo o meu ”.Era bonito no outro tempo, o Zé tinhô era cantador de verso e de Reis, fazia samba, a mulher não aguentava e jogava água no fogo para ele parar de brincar.

A criação de versos era comum nas formas de trabalho da época, além das cantigas e versos cantados nas despalhas de milho, era comum também cantarem nas casas de farinha, durante a raspagem da mandioca e a produção de farinha. (Zuzu )“ah nas casas de farinha também que a gente alcançou também plantando mandioca, e construindo que o pessoal ia para as casa de farinha raspar a mandioca, e tinha uma prensa e colocava a massa e cantava, e raspando a mandioca dizendo assim “tira o pó da palha, como estão tirando , se não fosse  o pó da palha vocês não estavam luxando ”.


                         AS REZAS E REZADEIRAS

Culturalmente, as rezas ainda são práticas realizadas na comunidade, não somente as que são feitas na tradição católica, como as rezas de São José, Santo Antônio, Senhor do Bonfim, São João e São Pedro. Bem como, as rezas praticadas pelas rezadeiras, no sentido de obter cura de alguma doença, como mal olhado, rendidura, espinhela caída,
Rezas quando tinha alguém doente:
 (IRACEMA) “sou rezadeira de olhado, mas não posso dizer por que se não a rez de olhado enfraquece. Posso dizer a de engasgadura “casa velha, caco de cuia, espinha de peixe, homem bom, mulher mal, essa voz diz esse osso ou essa espinha ou suba ou desça , pelas palavaras de Deus, reza o pai nosso e oferece nossa senhora da engasgadura”.
Para rendidura: “nosso senhor encarnou e ressuscitou, desencarnai esse nervo ou esse osso ou que rendeu ou que quebrou, com as palavras de Deus e da mãe do nosso senhor, reza o pai nosso e oferece a nossa senhora da rendidura”.
As rezas poderiam ser realizadas presencialmente ou à distância.
 (zuzu) “Os mais simples, tinha a questão da reza, que té diziam pra benzer, hoje o pessoal não acredita mais, aqui tinha as benzedeiras Miquilina, Guilhermina e também Malaquias. "


 (JÚLIO) “As mulheres grávidas pariam em casa, a gente ia chamar as parteiras, as que escapavam e outra morriam , morriam muita gente de parto e criança também morria. O nome das parteiras era a Caló, a Maria do Pedro (minha bisa) e a Mana.”

Geralmente as parteiras também eram rezadeiras,
“Quando alguém ficava doente fazia chá da caatinga para beber, daquele meio tava criando alma nova, tinha muita rezadeira boa, agora ta mais difícil as que tinham já acabou, tinha a Malaquias, ciriaca, patú, a maria do joão do alto, e depois delas tinha a finada que era rezadeira, a finada minha mãe que me criou, e a minha finada Guilhermina minha esposa, era boa de reza, não tinha reza para ela não saber. Eu rezava de porco da vagem no corpo, o cobreiro.”

Quando uma mulher ia parir tinha que dar as dores para parir, as parteiras faziam os partos, as parteiras iam pegar aquele menino nascendo, tinha a Maria do Pedro (mãe da Guilhermina).




Você lembra de ter participado de algumas dessas manifestações culturais? Diga como foi.

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14 comentários:

  1. Quando eu era criança lembro mem q na semana santa só podia tomar banho ou arrumar a casa depois do meio dia

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  2. Algumas pessoas ainda seguem essa tradição no povoado, de só tomar banho e arrumar a casa após o meio dia da sexta´feira da paixão.

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  3. É verdade mesmo, antes o pessoal lá no Alto fazia isto tudo onde nos alegrávamos, principalmente com o Nego do piroca. Mas já partiu agora tudo mudou. Quase não fazem mas nada disto!

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    1. Sou a neta do nego e lembro q ate pra comer ele colocava uma esteira de palha e todo mundo tinha q comer sentados no chão

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  4. È verdade tbm lenbro q so podia toma banho e varrer a casa depois do meio dia.

    Suzane

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    1. Diziam que quem tomasse banho antes do meio dia virava cavalo. Ou quem batesse em alguém, secava a mão.

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  5. Olá todos daqui. O trabalho de Juliana e seu grupo está simplesmente lindo. Gostaria de ver mais estudantes interagindo, e professores, lá do povoado. Será Juliana? Saudações a todos e parabéns

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    1. Estamos trabalhando professor, já temos um número expressivo de estudantes da comunidade interagindo no blog, e estamos tentando alcançar mais professores.

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  6. Alto lugar pequeno onde nasci e morei durante um tempo,e onde os meus pais moram até hoje:eu poderia dizer o melhor lugar se não fosse as dificuldades e algumas pessoas que acabam tirando o encanto desse pequeno povoado rs.
    Quando criãnça ouvia histórias que hoje acredito eram mitos ou lendas.
    Mas o que vô dizer aqui é verdade pensa num lugar bom.
    Se alguém tiver duvida pode passar la pra confirmar!rsrs
    Amo muito esse lugar!!!

    Ana Santos

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  7. Que bacana seu blog Juliana!!😍
    Obrigada por me possibilitar conhecer a cidade do Alto a partir do olhar daqueles que vivem e são os atores principais da sua Cultura e História.

    Tão bom ler os relatos dos moradores... Os trechos dos relatos foram muito bem escolhidos por você.

    Meu coração se alegra sempre que vejo uma pesquisadora implicada. Acredito que a busca pelo conhecimento deve ser enraizada na nossa experiencia de vida.

    Em diversos momentos lembrei de minhas vivências. Cresci em meio ao cotidiano e praticas culturais que você relatou em seu blog. Re-memorei em especial os festejos juninos.

    Orgulho de você!!
    Obrigada por partilhar seu blog. Passarei a diante. Divulgar trabalhos como o seu é uma alegria.

    Um abraço.

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    1. Obrigada Lívia, fico feliz pelo seu comentário e pelas suas lembranças. Eu não poderia perder a oportunidade de dar voz aos saberes de pessoas que geralmente não são ouvidas.

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  8. Como falou a Juliana, na quaresma as corda de violão era guardada para não fazer barulho de música, mais os tempo de hoje ninguém respeita mais nada por isso que estamos vendo hoje as guerras no mundo todo, deve ser por caus dos desrespeito das pessoas.
    Maria Selma

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  9. Eu não alcancei os costumes de antigamente da semana Santa  hoje as comemorações são de forma totalmente diferente, fazemos tudo que não podia fazer antes, acho que quase ninguém respeitar os costumes de antigamente hoje em dia. São João uma das melhores época onde pessoas acende suas fogueiras e faz seu ritual (Arudeia a figueira) logo após ninguém deixava de dança um forró no bar do meu tio Erme  onde passávam a noite Dançando.

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  10. Também podia falar sobre alimentação de antigamente

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